O lado sombrio da lua
Observações sobre o certo e o errado, e a harmonia dos papéis.
Recentemente, com o nascimento deste blog, senti que poderia ser a verdade para os outros.
Acreditei que poderia assumir a forma da verdade, baseando-me nos momentos de contemplação que achei ter alcançado... Como se fossem realmente meus, como se eu pudesse assumir aquilo que é, objetificando, paradoxo que ainda sobrevive em mim.
Havia uma energia intensa envolvida nesse tema na minha mente.
Alguns caminhos da mente se revelaram. Isso foi um lado da moeda.
Vamos ver a outra face...
Estava confusa com os pensamentos das possibilidades.
Comecei uma avaliação interna para verificar de onde vinha essa energia e esses pensamentos e se eu não estava querendo "me dar bem" de alguma forma.
A conclusão, a triste frase "é pro bem, mesmo que doa." ganhou vida em meu coração.
Houve um momento de abertura e de escolha, onde eu assumi o risco de poder estar errada para ver onde me levaria.
- Por favor, se isso não for o dharma, que caia de uma vez.
E então, aproveitei um acesso sagrado de conexão para usar aquela energia, acreditando que poderia viver 100% do tempo naquele estado, independente de com quem fosse. - Porque é o que sou.
Assumi o risco da ignorância e me expus. Vesti aquela forma, misturei a honestidade com a dor, querendo propositalmente causar a quebra do sofrimento através dela.
A quebra do sofrimento que é só aparente… Paradoxal.
O resultado foi feio. Feio no aspecto desumano e desarmônico.
Não permiti que o que é nascesse naquele momento, apenas fui o causador da dor. Ou, pelo menos, foi assim que aconteceu no meu pequeno mundo.
Do ponto de vista do que sou, o que é não precisa nascer, e nada acontece com o ser quando estou em desarmonia.
Do ponto de vista do mundo relativo, um desastre interno.
O peito aperta, o reconhecimento da desumanização e a tristeza estão agora de mãos dadas comigo.
Frases como:
"agora o melhor que eu posso fazer é sumir"
"agora, não há como voltar atrás"
"eu realmente só penso em mim"
"é por isso que meu caminho é ser sozinha"
"eu afasto as pessoas"
E outras:
"Eu assumi o risco, eu sabia que poderia estar errada e estava disposta a ver a verdade"
"não é um caminho só de flores"
"eu não vou fugir dessa dor"
“eu nunca mais quero assumir esse papel com as pessoas que eu amo”
“de agora em diante será diferente”
Bem, são muitas frases e cada uma delas conta uma história incrivelmente bem elaborada e única.
E há ainda o pós, o pensamento desesperador de querer ser desculpada. No entanto, é um pensamento que mais parece uma fuga das consequências das ações.
Depois do reconhecimento, antes das avaliações e julgamentos duais, entre o certo e o errado, busco meu centro, busco o reconhecimento da harmonia.